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Seu preço-teto

Aqui você calcula até quanto pagar por ação para ainda receber o retorno que exige, pelas premissas que você der. São duas contas separadas: uma estima quanto o ativo vale hoje (o valor intrínseco), com uma taxa que reflete o risco do fluxo; a outra calcula o seu preço-teto (a trava), com a SUA taxa-mínima. O resultado sai em três cenários — conservador, base e otimista —, nunca em um número só.

Não conhece algum termo? Veja o que cada um quer dizer
Preço-teto
O maior preço por ação que ainda entrega a sua taxa-mínima, pelas premissas que você deu. Sai em três cenários, nunca em um número só.
Trava
O preço-teto calculado com a sua taxa-mínima. Preço acima da trava quer dizer que, pelas suas premissas, o retorno fica abaixo do que você exige.
Taxa-mínima
O retorno anual, acima da inflação e depois do imposto, abaixo do qual você não quer entrar. É uma régua pessoal: a ferramenta não escolhe por você.
Valor intrínseco
Quanto o ativo vale hoje descontado à taxa que casa com o risco do fluxo — diferente da trava, que usa a SUA taxa-mínima.
Taxa de desconto
A taxa que traz o fluxo futuro para valor de hoje. Deve refletir o risco DAQUELE fluxo; ela diz quanto o ativo vale, não quanto você aceita pagar.
Sleeve (tipo de fluxo)
Cada fatia do negócio que tem um risco próprio — numa elétrica, a transmissão regulada e a geração no mercado livre são fatias diferentes. Cada fatia pede a sua taxa de desconto.
Taxa real
Taxa acima da inflação. 8% real ao ano = 8% além da inflação do período.
Pós-imposto
Depois de pagos os impostos sobre o lucro da empresa (IR e CSLL).
Valor presente
Quanto vale hoje um dinheiro que só chega no futuro. Quanto maior a taxa usada para trazê-lo a hoje, menor o valor.
Mínimo e máximo (banda)
O seu palpite pessimista e o otimista para a premissa. É com eles que a ferramenta monta os cenários e mostra o quanto o resultado depende de cada número.
WACC
Custo médio ponderado de capital: o retorno que remunera, juntos, credores e sócios. No setor regulado, o regulador publica o que considera adequado.
Outorga
O prazo da concessão dada pelo governo. Quando acaba, o ativo volta ao poder concedente — por isso o fluxo tem data para terminar.
Perpetuidade
Supor que o fluxo dura para sempre. A metodologia não aceita: todo fluxo aqui tem prazo.
Look-through
Avaliar uma participação olhando “através” dela: cada empresa investida é avaliada à parte, na proporção que a controladora possui.
Release de resultados
O relatório que a empresa publica a cada trimestre no site de Relações com Investidores (RI).
DFP
Demonstrações Financeiras Padronizadas: o balanço anual oficial que toda companhia aberta entrega à CVM.
Ações em circulação
As ações nas mãos dos acionistas, sem as que a própria empresa guarda (tesouraria). Estão na “composição do capital”, no site de RI ou no Formulário de Referência.
JCP
Juros sobre Capital Próprio: um jeito de a empresa distribuir lucro ao sócio. Diferente do dividendo, tem imposto de renda retido na fonte.
Payout
A parte do lucro que a empresa distribui aos sócios (dividendos + JCP), em %.
DMPL
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: a parte da DFP que mostra quanto a empresa DECLAROU de dividendos e JCP no ano.
DFC
Demonstração dos Fluxos de Caixa: mostra o dinheiro que de fato entrou e saiu, inclusive o que foi PAGO aos sócios no ano.
Lucro do controlador (conta 3.11.01)
O lucro que pertence aos sócios da empresa, sem a parte dos sócios minoritários das controladas. Na DFP é a conta 3.11.01.
Equity
O patrimônio dos sócios. “Fluxo do equity” é o dinheiro que sobra para o acionista depois de pagar a dívida.
p.p. (pontos percentuais)
A diferença entre dois percentuais: de 30% para 40% são 10 p.p.
O que mais move o resultado
Cada premissa variada sozinha, do mínimo ao máximo, com as outras paradas. A barra mais longa é a premissa que mais pesa no resultado.

As suas premissas

Em cada número, digite o valor que você acha mais provável e, se quiser, o mínimo e o máximo que considera possíveis. É dessa faixa que saem os três cenários.

Receita definida pelo regulador (Aneel). RAB é a base de ativos que o regulador remunera; RAP, a receita anual permitida de uma transmissora; cota, a energia de usina com preço fixado; distribuição, a rede que leva a energia até o consumidor.

Por enquanto, só o setor de Energia. Os tipos de fluxo e as faixas de referência desta tela vêm da régua de taxas que a metodologia escreveu para Energia — a única até agora. Se a empresa é de outro setor, não há faixa para conferir: a taxa de desconto é só sua. O tipo escolhido não muda a conta, a não ser “Sem valor presente”, que tira o fluxo do cálculo.

A metodologia registra 7,0% a 8,0% real para esta natureza. É referência para você conferir a sua, não valor aplicado. O desconto devolve aproximadamente o valor regulatório do ativo. Em concessão finita não é perpetuidade: desconta até o fim da outorga.

Fonte: adendo “Régua por Sleeve — Energia”, v1.2, da metodologia — que o próprio documento declara PROPOSTO: ainda não incorporado ao método principal. Trecho usado: Passo 1 — WACC regulado (~7–8% real).

Quanto o ativo gera de dinheiro por ano, já descontado o imposto da empresa. O número está no release de resultados ou na DFP.

A taxa que reflete o risco DESTE fluxo. Ela calcula quanto o ativo vale; o seu corte pessoal é a taxa-mínima, mais abaixo.

Por quantos anos o fluxo continua. Em concessão, vai até o fim do prazo dado pelo governo (a outorga). A metodologia não aceita fluxo eterno (perpetuidade) — por isso não há valor padrão aqui.

Total de ações menos as de tesouraria (as que a própria empresa guarda). Está na “composição do capital”, no site de RI.

Digitado por você: consultar na B3.

A camada do sócio (imposto sobre JCP) — opcional, e não medida por padrão

O fluxo acima já desconta o imposto da empresa. O que chega ao seu bolso ainda pode pagar imposto de sócio: o JCP tem 17,5% retidos na fonte. Numa empresa que distribui muito em JCP, você recebe menos do que a trava supõe — e o erro anda na direção de pagar demais.

Os dois números saem da DMPL consolidada do ano (o que foi declarado), não da DFC (o que foi pago em caixa) — as duas divergem em mais de 10 p.p. num terço dos casos. Sem eles, não escreva zero: deixe em branco. A trava sai sem esse ajuste, e isso fica escrito no resultado.

Quanto do lucro a empresa distribuiu: distribuição ÷ lucro do controlador (conta 3.11.01). É estimativa: o cálculo usa o fluxo do sócio (equity), e nem todo ele é distribuído.

Quanto da distribuição foi JCP: JCP ÷ (JCP + dividendos) declarados no ano. Se a empresa lança os dois na mesma conta, deixe em branco — não se separa por chute.

padrão da metodologia (Técnica v1.10, Parte 4.1): 15% reais pós-imposto é a taxa-mínima PESSOAL do autor do método, não um custo de capital de mercado. Ajuste para a sua.

Preencha o fluxo anual, a taxa de desconto e os anos de fluxo para ver a sua faixa de preço. Nada é preenchido por suposição. Primeira vez aqui? .
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